sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O que é e como é cervejas

Quando, como e onde terá sido «inventada» a cerveja?
A história não é precisa a este respeito, mas sabe-se que há cerca de nove mil anos os povos que habitavam no Oriente, entre o Tigre e o Eufrates, já se deliciavam com uma bebida preparada a partir de cereais, a qual se poderia chamar cerveja.



O que é a cerveja?
Pode definir-se a cerveja como sendo uma bebida proveniente da fermentação, e não da destilação, de um extracto aquoso açucarado, fabricado a partir de cereais germinados, adicionado de lúpulo.
A cerveja é de fraco teor alcoólico, que vai de 0 a 8,5 graus. No entanto existem algumas excepções que podem ultrapassar os 8,5 graus.
A cerveja é fabricada a partir de:
- Água;
- Malte;
- Lúpulo;
- Levedura;
- Açúcar;
- Arroz ou milho (nalguns países).
A água
A qualidade da água tem grande importância. Cada tipo de cerveja exige uma água de determinada composição. Mas hoje, e segundo alguns técnicos, por ser fácil adquirir o tipo de água pretendido não é necessário colocar as fábricas junto de determinado tipo de água.
O malte
O malte utilizado na fabricação da cerveja deriva de um tipo especial de cevada (chamada dística) depois de submetida às seguintes operações: limpeza; selecção; calibragem; pesagem; lavagem e molha; germinação; suspensão da germinação em estufa; desgerminação (ou corte das radículas); estufagem (à temperatura mais ou menos alta segundo os tipos de cerveja a obter).
A cerveja preta é fabricada com malte torrado.
Existem em Portugal duas maltarias: Vialonga e Azeitão.
O lúpulo
O lúpulo é uma planta dum tubérculo similar ao da batata. Esta planta cresce muito depressa chegando a atingir 30 cm por dia. Para o fabrico da cerveja apenas se utiliza a flor feminina da planta, que cede uma resina de cor de ouro, aromática, de delicioso amargor.
Para além de ser o lúpulo a transmitir o sabor amargo à cerveja, também lhe são atribuídas outras "virtudes": maior resistência aos microrganismos indesejáveis graças ao poder anti-séptico, abre o apetite, fortalece o sistema nervoso. Normalmente usa-se de 100 a 200 gr de lúpulo, para cada hectolitro de cerveja.
Para além de Portugal como país produtor (Braga e Bragança) também a ex-Checoslováquia, Alemanha, ex-Jugoslávia, França e os Estados Unidos figuram como os principais produtores de lúpulo.
A levedura (fermento)
A levedura é uma planta microscópia/fungo cultivada nas próprias fábricas, em instalações e condições especiais. Tem a função de transformar o açúcar do mosto em álcool e gás carbónico. Contém, entre outras, as vitaminas do «complexo B». É um depurativo e um reconstituinte poderoso.
O açúcar, o arroz ou o milho (Gritz de milho, trinca de arroz) intervêm em reduzida percentagem, com a finalidade de estabelecerem tipos especiais de cerveja.
O açúcar é utilizado especialmente na cerveja preta, em forma de caramelo para lhe transmitir a cor pretendida.
Do arroz apenas se utilizam os grãos partidos provenientes do descasque e do polimento do arroz.
Chamam-se a estes grãos partidos «trinca de arroz».
O milho é um cereal com cerca de 4% a 5% de matérias gordas, quantidades de gordura que seriam altamente prejudiciais à qualidade da cerveja. Assim, em fábricas próprias são separados os germens dos grãos de milho, muito ricos em óleo, os quais se extraem por pressão.
O resto dos grãos é reduzido a farinha por meio de uma moagem grosseira, dando origem ao que se chama a «Gritz de Milho» e é utilizada para evitar as turvações na cerveja.
Nalguns países usa-se também o trigo e a mandioca no fabrico da cerveja.
Fases de Fabrico
São nove as fases pelas quais passa o fabrico da cerveja:
1.ª A cerveja é limpa, calibrada e molhada.
2.ª Os grãos da cevada germinam originando o malte.
3.ª O malte é seco e torrado.
4.ª O malte é moído, misturado com água e, por extracção a quente, obtém-se o mosto.
5.ª Ao mosto em ebulição é adicionado o lúpulo.
6.ª O mosto com levedura fermenta e transforma-se em cerveja.
7.ª A cerveja é conservada fria em tanques comparados aos de adega, durante um a três meses.
8.ª A cerveja é filtrada.
9.ª Enchem-se de cerveja as garrafas, latas ou barris.
Fermentação
A fermentação decorre em duas fases:
- a primeira fase é fermentação tumultuosa, chamada «Primária», que dura dez dias.
- a segunda fase é a transfega para os tanques, onde fica a 0º de um a três meses, em fermentação «Secundária», a saturar-se do seu próprio gás natural e a apurar o gosto.
Clarificação
Após a fase da fermentação segue-se a clarificação. A cerveja é filtrada através de filtros especiais e entra nos tanques de enchimento.
Pasteurização
É submetida à pasteurização a cerveja que não se destina ao consumo imediato, como no caso da cerveja em garrafa.
A cerveja de barril normalmente também é pasteurizada embora seja de consumo quase imediato.
A pasteurização consiste num aquecimento rápido em que se mantém por alguns minutos a temperatura de 60º.
Este processo destrói os poucos germes das leveduras que eventualmente chegam à embalagem.
Os vários tipos de cerverja:
a ) Lager
b ) Stout
c ) Porter e Ale
d ) Brown Ale ou Newcastle Ale
e ) Pilsner
f ) Bock
g ) Cerveja sem Álcool
h ) Barley Wine
i ) Bitter
j ) Doppelbock
l ) Dortmunder
m ) Munchener
n ) Mild
o ) Lambics
Lager
A Lager é uma cerveja de «baixa fermentação» e pouca graduação alcoólica.
A maioria das nossas cervejas são deste tipo.
Stout
É uma cerveja muito ao tipo inglês, escura, forte, devido à elevada proporção de malte e lúpulo.
A Stout mais conhecida mundialmente é a Guinnes, de origem Irlandesa.
Porter e Ale
São cervejas do tipo inglês, fortes e encorporadas e de «alta fermentação».
Brown Ale ou Newcastle Ale
É uma cerveja castanha-escura, adocicada, sendo de salientar aquela que se produz na zona de Newcastle, no Norte de Inglaterra.
Pilsner
É uma cerveja amarga, pálido-dourada, originária de Pilsen (Bohemia, em 1842).
Esta cidade é agora na ex-Checoslováquia. Este é um dos tipos de cerveja mais imitado.
Bock
A cerveja Bock é uma cerveja forte de origem alemã.
Nos Estados Unidos esta cerveja é normalmente mais escura e adocicada.
Na Bélgica, este tipo de cerveja é muito menos alcoólica.
Cerveja sem álcool
Cerveja dietética cujo álcool foi suprimído por «vácuo». Especialmente destinada a quem não bebe álcool, condutores e diabéticos.
Também obtida por interrupção da fermentação.
Barley Wine
Esta cerveja é de cor escura, frutada e de alto teor alcoólico, que varia de 6 a 11 graus.
Bitter
A sua cor é semelhante ao cobre. Aparece normalmente em barril.
Dá-se-lhe o nome de Bitter (amargo) devido ao elevado grau de lúpulo usado na sua produção.
Este tipo de cerveja é muito popular na Grã-Bretanha.
Doppelbock
Esta cerveja é extra forte e bastante popular na Alemanha.
Dortmunder
Uma cerveja «loira» com um ligeiro sabor a lúpulo.
Munchener
Uma cerveja castanha-escura e bastante maltada.
Mild
É um tipo de cerveja indistinto, adocicada e fraca, mais escura que a cerveja Bitter.
Lambics
São cervejas belgas, de fermentação espontânea e de cerca de 4,5º.
São aromatizadas com frutos e outros, como açúcar candi, caramel, etc.
Algumas das mais conhecidas são La Gueuze, La Kriek, Faro, Framboise.
Formas de Servir a Cerveja
A temperatura ideal é entre os 5º e os 7º. Para que a espuma seja mais consistente deve molhar-se o copo antes de servir.
A cerveja deve ser bebida e não engolida. Para se beber correctamente qualquer líquido é indispensável bebê-lo com os lábios.
A cerveja é também muito utilizada em cozinhados.
Meio litro de cerveja corrente tem um valor nutritivo semelhante a 95 gramas de carne de vaca, 248 gramas de bacalhau, 15 gramas de manteiga, 51 gramas de pão, 181 gramas de leite ou um ovo médio.
Aquela quantidade diária aumenta, na nossa alimentação, as calorias em 30%.
Os hidratos de carbono em 19% e o cálcio em 54%.
Curiosidades
No sempre em "revolução" mundo das cervejas estão a aparecer novos tipos no mercado, tais como:
- Cerveja aromatizada com Rum - Kingston (7,9º)
- Cerveja fabricada com Malte de Whisky - A Well Scotch e a Adelscott (6,6º)
- Cerveja fabricada com Sumo de Lima ou Limão Verde - Dry Lime (4,5º).
No consumo da cerveja na Europa Comunitária, a Alemanha lidera com 142 litros/ano por habitante, seguida da Dinamarca com 125 litros. A Itália é a última com 22 litros.
Portugal tem um consumo de 63 litros/ano.
Ainda se fabrica a cerveja caseira (Home-Made Beer) nalguns países da Europa, especialmente no Norte de Inglaterra e Escócia.
Existe à venda nos supermercados material próprio para confeccionar este tipo de cerveja (Beer Kits), assim como livros de instruções. Nos países nórdicos é muito popular beber cerveja com Campari ou Blue Curaçau, enquanto que noutros países se adiciona um pouco de sal no copo antes de beber a cerveja.

COSTELETAS DE PORCO

  1. Ingredientes:

  1. 800 g de costeletas de porco
  2. 1/2 kg de batatas
  3. 1 ramo de tomilho fresco
  4. 1 ananás pequeno
  5. 2 dentes de alho
  6. 20 g de manteiga
  7. Sal, pimenta e molho picante q.b.
  8. Preparação:
Esfregue a carne com os alhos esmagados e tempere com sal e pimenta.
Grelhe-a, pincelando de vez em quando com o molho picante.
Corte o ananás ao meio e grelhe-o também sobre a chapa.
Descasque e corte as batatas em rodelas.
Embrulhe-as em papel de alumínio, tempere com sal, salpique com o tomilho e a manteiga partida em pedacinhos, feche e leve ao grelhador.
Sirva estas batatas como acompanhamento da carne, assim como o 

Pernil assado

Ingredientes
• 1 Pernil Desossado Temperado com Vinho Espumante e Ervas Perdigão (aprox. 3 kg)
• 2 xícaras (chá) de Suco de Laranja Naturis Soja Batavo
• Ingredientes para o acompanhamento
• 1 sachê de Molho Cremoso com Toque de Pimenta Celebrare® Perdigão
• 1 embalagem de Farofa Brasileira Celebrare® Perdigão
• 1 xícara (chá) de arroz branco cozido
• 1 xícara (chá) de arroz selvagem cozido
• 2 colheres (sopa) de azeite
• 1 colher (sopa) de vinagre branco
• Sal a gosto
• 1 colher (chá) de cebolinha
• 2 tomates sem sementes, cortados em cubos pequenos
• Meia xícara (chá) de damasco seco cortados em tiras
• Damascos secos e salsa crespa para decorar
Modo de preparo

Descongele o Pernil conforme instruções da embalagem. Coloque-o em uma assadeira e acrescente o Suco de Laranja. Cubra com papel alumínio e leve ao forno médio (220ºC), preaquecido, por aproximadamente 3 horas.

Retire o papel alumínio e deixe dourar por cerca de 30 minutos. Reserve aquecido.

Em um recipiente, junte o arroz branco, o arroz selvagem, o azeite, o vinagre, o sal, a cebolinha, o tomate e o damasco. Misture bem, decore com damasco e salsa crespa.

Sirva o Molho Cremoso com Toque de Pimenta Perdigão e a Farofa Brasileira Perdigão, acompanhando o Pernil.

Como aproveitar as sobras da ceia de Natal


Aproveitar os ingredientes do prato principal da ceia, acrescentar molhos, salpicar especiarias ou gratinar. Truques da 


culinária podem ser aliados para o preparo almoço do Natal ou Ano Novo, sem precisar preparar novas receitas ou perder muito tempo na cozinha. Pernil, lombo, peru, chester e tender podem ser fatiados ou desfiados e servidos com molhos, levemente gratinados.
"A dica é trabalhar com recursos que permitam o reaproveitamento de receitas preparadas no dia anterior. Os molhos, por exemplo, entram como os principais curingas para os assados e legumes", diz o chef Gê Laureano, do Chopp Time.
Ele explica que os molhos ajudam a dar uma "cara nova" ao prato, incrementando a apresentação e evitando que os cortes de carnes e aves fiquem ressecados. "As carnes que foram assadas na noite anterior já foram servidas em seu ponto ideal de cozimento. Por isso não devem ser requentadas em fornos muito aquecidos".
Até mesmo a ave mais consumida no Natal pode ganhar uma transformação. Com a carne que não foi consumida na noite anterior, chef Gê sugere o preparo de um prato gratinado com molho branco. Basta separar o peru em lascas, cobrir com molho branco e batata palha, polvilhar com parmesão ralado e levar ao forno por alguns minutos.
Peru
O peito de peru defumado também ganha novas versões com o acréscimo de molhos. Renato Camacho, do restaurante Olavo, ensina uma maneira de aproveitar o alimento de duas formas diferentes. "O peito de peru defumado é uma boa opção para ser servida na noite de Natal, antes da ceia, em uma mesa de frios ou acompanhado de frutas. Caso sobre para o dia seguinte, ele pode ser servido com um molho à base de catupiry". Salsinha, caldo de galinha, nozes e conhaque dão sabor ao molho.
Receita: Peru defumado em camadas
Ingredientes
• 1 quilo de peru defumado 
• 350 gramas de catupiry 
• 6 nozes
• 100 gramas de salsinha
• 1 potinho ou um tablete de caldo de galinha 
• 1 dose de conhaque
• 6 nozes
• Cereja frescas com cabos para enfeitar
• Sal a gosto


Preparo
Bata em um liquidificador o catupiry, o caldo de galinha dissolvido, a salsinha, metade das nozes e uma pitada de sal. Fatie o peru em porções bem finas. Em uma travessa, coloque uma camada de creme, distribua uma camada do peru e volte a cobrir com mais uma camada de creme. A última camada deve ser de creme. Cubra com o restante das nozes e leve ao forno.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Conheça a culinaria baiana

A culinária da Bahia mais conhecida (embora não a mais consumida) é aquela produzida no Recôncavo e em todo o litoral da Bahia — praticamente composta de pratos de origem africana, diferenciados pelo tempero mais forte à base de azeite de dendê, leite de coco, gengibre, pimenta de várias qualidades e muitos outros que não são utilizados nos demais estados do Brasil. Essa culinária, porém, não chega a representar 30% do que seus habitantes consomem diariamente. As iguarias dessa vertente africana da culinária estão reservadas, pela tradição e hábitos locais, às sextas-feiras e às comemorações de datas institucionais, religiosas ou familiares.
No dia a dia, o baiano alimenta-se dos pratos herdados da vertente portuguesa, englobados no que se costuma chamar de “culinária sertaneja”. São receitas que não levam o dendê e demais ingredientes típicos de origem africana, como ensopados, guisados e várias iguarias encontradas também nos outros estados, embora com toques evidentemente regionais (a utilização mais ou menos acentuada de determinados temperos numa dada receita, por exemplo).
A predominância, no imaginário do brasileiro e nos meios de comunicação, da culinária “afro-baiana“, deve-se muito ao fato de Salvador, a capital da Bahia, situar-se no litoral do Recôncavo, o que confere maior poder de divulgação para o saboroso legado africano da culinária regional.
Ambas vertentes da culinária baiana, no entanto, ainda são praticadas de forma bastante espontâneas, carecendo de procedimentos mais sistemáticos de pesquisa e desenvolvimento. Há muita resistência a tentativas de estudos e aprimoramentos da comida legada por portugueses e africanos. Existem poucos chefs de cozinha dedicados à culinária da Bahia. Procedimentos mais coerentes com a moderna cozinha, contudo, já começam a aparecer, de forma esparsa, através de cozinheiros e cozinheiras mais informados das modernas técnicas gastronômicas, apontando perspectivas mais dinâmicas para a cozinha baiana. A primeira conseqüência dessas poucas iniciativas é o aparecimento de novas receitas, mais elaboradas, ainda mantendo fortes ligações com as matrizes portuguesa e africana mas incorporando também bases da culinária de outros países, principalmente aqueles banhados pelo Mediterrâneo.
Ponto de acarajé de Ivone, no bairro da Pituba
Na Bahia existem duas maneiras de se preparar os pratos “afros”. Uma mais simples, sem muito tempero, que é feita nos terreiros de candomblé para serem oferecidos aos Orixás, e a outra, fora dos terreiros, onde as comidas são preparadas e vendidas pela baiana do acarajé e nos restaurantes, e nas residências, que são mais carregadas no tempero e mais saborosas.
Diz Afrânio Peixoto, historiógrafo, em seu livro “Breviário da Bahia”, que ” a Bahia é um feliz consórcio do melhor de Portugal – a sobremesa e a preferência pelos pescados, e da Costa da África – o óleo de dendê, com outros temperos e condimentos, e pimenta, muita pimenta benzendo tudo. (…) Pouca coisa do índio, que não tinha quase cozinha.”
Culinária da Bahia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A culinária da Bahia mais conhecida (embora não a mais consumida) é aquela produzida no Recôncavo e em todo o litoral da Bahia — praticamente composta de pratos de origem africana, diferenciados pelo tempero mais forte à base de azeite de dendê, leite de coco, gengibre, pimenta de várias qualidades e muitos outros que não são utilizados nos demais estados do Brasil. Essa culinária, porém, não chega a representar 30% do que seus habitantes consomem diariamente. As iguarias dessa vertente africana da culinária estão reservadas, pela tradição e hábitos locais, às sextas-feiras e às comemorações de datas institucionais, religiosas ou familiares. No dia a dia, o baiano alimenta-se dos pratos herdados da vertente portuguesa, englobados no que se costuma chamar de “culinária sertaneja”. São receitas que não levam o dendê e demais ingredientes típicos de origem africana, como ensopados, guisados e várias iguarias encontradas também nos outros estados, embora com toques evidentemente regionais (a utilização mais ou menos acentuada de determinados temperos numa dada receita, por exemplo). A predominância, no imaginário do brasileiro e nos meios de comunicação, da culinária “afro-baiana”, deve-se muito ao fato de Salvador, a capital da Bahia, situar-se no litoral do Recôncavo, o que confere maior poder de divulgação para o saboroso legado africano da culinária regional.Ambas vertentes da culinária baiana, no entanto, ainda são praticadas de forma bastante espontâneas, carecendo de procedimentos mais sistemáticos de pesquisa e desenvolvimento. Há muita resistência a tentativas de estudos e aprimoramentos da comida legada por portugueses e africanos. Existem poucos chefs de cozinha dedicados à culinária da Bahia. Procedimentos mais coerentes com a moderna cozinha, contudo, já começam a aparecer, de forma esparsa, através de cozinheiros e cozinheiras mais informados das modernas técnicas gastronômicas, apontando perspectivas mais dinâmicas para a cozinha baiana. A primeira consequência dessas poucas iniciativas é o aparecimento de novas receitas, mais elaboradas, ainda mantendo fortes ligações com as matrizes portuguesa e africana mas incorporando também bases da culinária de outros países, principalmente aqueles banhados pelo Mediterrâneo.Na Bahia existem duas maneiras de se preparar os pratos “afros”. Uma mais simples, sem muito tempero, que é feita nos terreiros de candomblé para serem oferecidos aos Orixás, e a outra, fora dos terreiros, onde as comidas são preparadas e vendidas pela baiana do acarajé e nos restaurantes, e nas residências, que são mais carregadas no tempero e mais saborosas.Diz Afrânio Peixoto, historiógrafo, em seu livro “Breviário da Bahia”, que ” a Bahia é um feliz consórcio do melhor de Portugal – a sobremesa e a preferência pelos pescados, e da Costa da África – o óleo de dendê, com outros temperos e condimentos, e pimenta, muita pimenta benzendo tudo. (…) Pouca coisa do índio, que não tinha quase cozinha.”